13 de julho de 2009

Meu cabelo


Meu cabelo é tipo assim: quando nasci não existia, fui careca até mais de 1 ano de idade, e quando nasceram, os fios eram muito finos, raros e claros.
Fui crescendo e cansando de sempre ouvir que meu cabelo - tadinho - não desenvolvia, que precisava de cortar as pontas todo mês, que precisa tratar dele, tomar umas vitaminas e etc, porque ele não crescia, nem aumentava. Meu sonho de consumo nessas ocasiões eram os cabelos espessos, com volume e movimento.
Quase morria de raiva, pois em eventos sociais, casamentos, festas de formatura, apresentações do Dia das Mães, desfile de 7 de setembro (sim, na minha época existia. A gente saía pelas ruas do bairro vestindo trajes das mais diversas profissões pra comemorar a independência do Brasil) e até o simples fato de ir à escola me chateavam, pois nada parava no meu cabelo de tão escorrido que era.
Não havia prendedor que ficasse, trança que não soltasse, baby-liss que não caísse e penteado que não se desfizesse. Não sei se porque não dava mesmo, ou se porque ía aos profissionais errados. Mas acho que tacar laquê em uma criança não daria muito certo mesmo, né?
Com o passar do tempo, meu cabelo foi se revelando e ao final da adolescência se tornou quase exuberante: excelente crescimento, volume ok, brilho e maciez nota 10. eu amaria o meu cabelo, não fosse por um detalhe: ele não era nem liso, nem anelado. Tinha umas ondinhas mixurucas, que estragavam o liso, mas não chegavam a aparecer como dignos cachos da Ana Paula Arósio, entendem? E naquela época, cabelo bonito era lisão ou bem cacheado. O meu, no meio do caminho, não se encontrava, não achava nada que desse jeito.
Sofri.
Sofri horrores tentando deixá-lo mais liso: a base de muita toca e grampos. E também sofri gastando potes e mais potes de gel e cremes sem enxague, que eu passava tanto no cabelo até ele me obedecer e ficar com cachos respeitáveis. O problema era ter de arrumar todo dia de manhã, pois quando dormia, amassava tudo.
Pra agradar meu avô, eu não cortava mais que as pontinhas. Mantive o cabelão estilo rapunzel, abaixo da linha da cintura por muitos anos.
Perto dos 18 anos comecei a inventar mechas: fiz vermelhas e loiras, em minha madeixas loiro escuro / castanho claro. Depois que casei quiz mudar de cara, e como meu amado vô já falecera, cortei. Cortei no queixo e deixei todos de queixo caido, pois ninguém imaginava que eu fosse cortar tanto.
Gostei demais da mudança, e daí em diante, não parei mais. Já cortei dezenas de vezes, fiz luzes, balaiagem, reflexo, pintei de várias tonalidades e ainda não encontrei a minha cor. Acho que gosto mesmo é de mudar, de estar sempre ganhando uma nova cara.
Hoje as ondas que tenho me deixam bem de qualquer jeito, se quero lisão ou anelado, decido que produtos usar e ele obedece. Viva nossa Gisele, que democratizou as ondas.
Agora que estou loira (mas já diferente da foto do post, um loiro meio dourado da Avon que experimentei e depois conto em detalhes) fico babando pelas nuances de marrom e vermelhos que estão com tudo nesse inverno.
Ai! Estou tentada a mudar de novo. E quero cortar também!
O que vocês acham? Também tem desses dilemas?

2 comentários:

Meninas de Pantufa disse...

olá..
amiga não sei o que aconteceu.. mas meus banners tomaram chá de sumiço..rsrs tive que fazer tudo outra vez.... vc coloca ele de novo..por favor??? só trocar o código...
beijinhos..........

dora. disse...

Ahn, e quem não tem esse dilemas? Eu nunca havia pintado o cabelo. Esse ano me rebelei e pintei de loiro médio. E to adorando!